Quais ações brasileiras podem ser mais afetadas pelo “Dia da Libertação” de Trump?
Trump anuncia tarifas recíprocas em meio a tensões comerciais, podendo afetar principalmente o setor de etanol e trazer implicações para a economia brasileira. Expectativas sobre crescimento do PIB dos EUA são revisadas para baixo enquanto emergentes, incluindo o Brasil, podem se beneficiar da situação.
Presidente Donald Trump anunciará medidas comerciais nesta quarta-feira, às 17h (horário de Brasília), durante o que chamou de “Dia da Libertação”.
As novas tarifas, que devem entrar em vigor imediatamente, provavelmente terão uma taxa global fixa de 20-25% em todas as importações ou uma abordagem de tarifa recíproca.
Relatórios destacam que o Brasil impõe tarifas elevadas principalmente sobre produtos como etanol, automóveis, tecnologia da informação e eletrônicos. A situação gera temores de uma guerra comercial global, com impactos diretos nos mercados.
Apesar disso, mercados emergentes, incluindo o Brasil, mostraram reação positiva inicial. O Santander aponta que a desaceleração do PIB dos EUA pode favorecer os emergentes.
- Brasil tem comércio com os EUA respondendo por apenas 2% do PIB.
- O JPMorgan observa que o Brasil é vulnerável às tarifas, mas a exposição direta é considerada relativamente baixa.
- O Bradesco BBI prevê tarifas sobre importações de etanol do Brasil pelos EUA.
Os analistas destacam que, mesmo que as tarifas aumentem, a oferta doméstica de etanol no Brasil deve ser facilmente absorvida. Em 2024, o Brasil deve produzir 36,8 bilhões de litros de etanol.
As relações comerciais entre os EUA e o Brasil são complexas, com uma potencial saída sendo a isenção de tarifas para o etanol. Goldman Sachs também alerta sobre riscos de uma possível guerra comercial, com a JBS e Minerva como empresas potencialmente impactadas.
Os especialistas acreditam que a aplicação de tarifas poderia transferir volumes para o mercado doméstico, pressionando os preços e spreads dos frigoríficos e levando a risco de queda nas vendas.