Qual é a origem científica do riso — e do grande número de espécies animais que produzem sons semelhantes
O riso, além de ser uma manifestação natural do ser humano, é uma ferramenta poderosa para conectar pessoas e promover o bem-estar. Estudos revelam suas raízes evolutivas e os benefícios terapêuticos que impactam diretamente a saúde física e mental.
O riso: uma conexão poderosa que transcende palavras e interesses.
Pesquisas mostram que o riso é um reflexo biológico, presente em bebês desde o primeiro mês de vida e em pessoas surdocegas. Além disso, pelo menos 65 espécies animais, como vacas e golfinhos, emitem sons semelhantes ao riso.
Função social: o riso tem raízes evolutivas antigas, surgindo com o Homo ergaster há 2 milhões de anos, promovendo coesão grupal sem necessidade de linguagem.
A gelotologia – ciência que estuda o riso – aponta que o humor depende de três fatores: incongruência, a avaliação como inofensiva e simultaneidade dos processos.
Processamento no cérebro: Várias regiões cerebrais estão envolvidas no reconhecimento do humor, como o córtex pré-frontal e o circuito de recompensa, liberando dopamina e desencadeando o riso.
Existem dois tipos de riso:
- Riso emocional: inato e espontâneo, relacionado ao prazer verdadeiro.
- Riso voluntário: aprendido, usado para reforçar vínculos sociais.
Efeitos terapêuticos: O riso ativa o sistema opioide endógeno, promovendo a liberação de neurotransmissores que melhoram o bem-estar psicológico. A risoterapia tem mostrado benefícios em idosos, reduzindo estresse e ansiedade.
Nos ambientes hospitalares, a presença de humoristas ajuda a diminuir a ansiedade e a dor em crianças durante procedimentos médicos.
O riso não é apenas um passatempo; é essencial para saúde e bem-estar. Buscar alegria na vida diária pode ser tão crucial quanto cuidar da alimentação e prática de exercícios.
Como disse Victor Borge, o riso é a distância mais curta entre duas pessoas.
Marta Calderón García, pesquisadora da Universidade Miguel Hernández, Espanha.