Qual é o perfil do trabalhador brasileiro ocupado depois da pandemia? Conheça em 5 gráficos
Estudo revela que população ocupada do Brasil se torna mais qualificada e envelhecida entre 2019 e 2024. O setor de serviços se destaca com 53,1% dos empregos, refletindo mudanças nas dinâmicas de trabalho e nas necessidades da economia.
Estudo da LCA revela mudanças significativas no mercado de trabalho do Brasil (2019-2024).
A população ocupada se tornou mais educada e mais velha, com aumento no setor de serviços: de 94,258 milhões para 102,220 milhões de postos de trabalho.
- Educação: +5,72 milhões com ensino médio completo (37,1%) e +5,2 milhões com ensino superior (23,9%)
- Desemprego: em 2024, taxa foi de 6,6%, a mais baixa da série histórica (Pnad Contínua)
- Envelhecimento: +4,720 milhões entre 40-59 anos e +1,541 milhão acima de 60 anos, totalizando 39,8% e 8% dos ocupados, respectivamente
O aumento do setor de serviços é notável: 54,239 milhões de ocupados em 2023 (53,1%), subindo de 51,6% em 2019. O setor de informação, comunicação e finanças ganhou 2,225 milhões de postos.
Crescimento em serviços: A administração pública, educação e saúde aumentaram de 16,147 milhões para 18,440 milhões.
A maior parte da população ocupa o setor privado: 52,573 milhões em 2024; dos quais 38,641 milhões tinham carteira assinada.
Apesar da queda na proporção de trabalhadores por conta própria, o número absoluto aumentou: de 23,969 milhões para 25,592 milhões.
Tendência de troca de empregos: Proporção de ocupados na mesma posição por mais de dois anos caiu de 67,2% para 66,5%, indicando movimentação em busca de melhores oportunidades.
Bruno Imaizumi, economista da LCA, destaca que essas mudanças refletem transformações demográficas e a busca por qualificação e novas fontes de renda.