'Quebrado'? Nova York projeta ter maior déficit desde a crise financeira de 2009
Nova York enfrenta o maior déficit orçamentário desde 2009, impulsionado por aumentos nos gastos com Medicaid e educação. O controlador DiNapoli alerta para perdas significativas em ajuda federal, que podem complicar ainda mais a situação fiscal do estado.
Nova York projeta déficit orçamentário de US$ 34 bilhões nos próximos três anos, o maior desde 2009, segundo o controlador Thomas DiNapoli.
Esse valor representa um aumento de 25% em relação à estimativa anterior da governadora Kathy Hochul.
Causas do aumento do déficit:
- Crescimento dos gastos com Medicaid e educação.
- Redução dos fundos federais para programas sociais.
- Medidas do governo Trump impactando o financiamento estadual.
DiNapoli afirmou à Bloomberg que esta situação é provavelmente apenas o começo, com redução drástica na ajuda federal.
Desemprego: a criação de vagas em Nova York caiu para 4.600 mensalmente, de janeiro a maio de 2025, bem abaixo das 19.100 do ano anterior.
O orçamento de 2026 aprovado é de US$ 254 bilhões, com gastos com Medicaid previstos em US$ 112 bilhões (44% do total).
Cortes federais: o plano orçamentário inclui corte de impostos de mais de US$ 2 bilhões para a classe média, visando aliviar a inflação.
No entanto, perspectiva de crescimento lento pode reduzir receitas de impostos.
DiNapoli alertou para uma perda anual de quase US$ 13 bilhões para o sistema de saúde e outras áreas, como programas ambientais.
Propostas políticas:
- Parlamentares democratas sugerem aumento de impostos.
- Zohran Mamdani propõe elevar o imposto corporativo e tributo sobre milionários para financiar serviços públicos.
- Governadora Hochul não pretende aprovar aumentos de impostos no próximo ano.