Quebrar concessão da Enel SP em duas, como sugeriu Tarcísio, aumentaria conta de luz, dizem especialistas
Governador de São Paulo sugere dividir a concessão da Enel em dois blocos, gerando polêmica entre especialistas do setor elétrico. Críticas apontam que proposta pode aumentar custos para consumidores e complicar a regulação do serviço.
Governador Tarcísio de Freitas critica o contrato da Enel na última segunda-feira (18) e sugere uma nova concessão com a separação da área em dois blocos.
Tarcísio afirmou que, se fosse o governo federal, não renovaria o contrato e quebraria a concessão, que considera muito grande.
Especialistas questionam a proposta, apontando que ela pode aumentar os custos para o consumidor e contradize as tendências recentes do setor elétrico.
Um executivo anônimo destacou que a divisão seria complexa, envolvendo discussões sobre ativos e passivos, e que a Aneel precisaria aceitar duas administrações independentes, aumentando os custos.
Um estudo sugere que a quebra da concessão da Enel resultaria em um custo operacional 25% a 30% maior, impactando a conta de luz dos consumidores.
Não há propostas atuais para dividir a concessão em estudo pela Aneel ou pelo MME. Historicamente, as mudanças tentam unir concessões em vez de separá-las.
Segundo observações, a proposta pode ter viabilidade, mas com perda de escala, o que elevaria tarifas devido a duas operações e regulações distintas.
A advogada Bianca Bez adverte que fragmentar a concessão pode trazer riscos e incertezas, afetando investimentos e a eficiência no serviço.