Queda da confiança, juros, câmbio e inflação pesam na perda de fôlego da indústria, diz IBGE
Indústria brasileira enfrenta retração prolongada devido à combinação de fatores econômicos adversos. O gerente do IBGE destaca a perda de confiança como um dos principais responsáveis pela estagnação na produção.
Queda da confiança de famílias e empresários, aumento da taxa de juros, valorização do dólar e alta da inflação são fatores que explicam a perda de dinamismo da indústria brasileira nos últimos cinco meses, segundo André Macedo, do IBGE.
A produção industrial recuou 0,1% em fevereiro, mantendo-se em baixa por cinco meses, com uma queda acumulada de 1,3% nesse período.
Das quatro grandes categorias econômicas, duas apresentaram taxas negativas em fevereiro, assim como 14 dos 25 ramos industriais analisados pelo IBGE.
Macedo apontou que a perda de dinamismo está ligada a:
- Perda de confiança de empresários e famílias.
- Política monetária restritiva iniciada em setembro.
- Pressão do câmbio nos custos de produção.
- Alta da inflação, especialmente nos alimentos, afetando a renda das famílias.
Desde outubro, existe uma “clara perda de dinamismo” na indústria. A sequência de cinco meses sem crescimento não era observada desde 2015, mas a intensidade da atual queda é diferente: em 2015, a queda foi de 6,7%, enquanto entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025 foi de 1,3%.