Quem é Lisa Cook, diretora do Fed que resiste a ameaça de Trump
Demissão de Lisa Cook pelo presidente Donald Trump levanta questões sobre discriminação e controle em cargos de liderança no governo. A economista e primeira mulher negra no Fed contesta a alegação de "justa causa" em sua demissão.
Lisa Cook, diretora do Fed, se tornou alvo de críticas do presidente Donald Trump, que a demitiu, alegando “justa causa” baseada em acusações de Bill Pulte sobre falsificação de documentos.
Cook, a primeira mulher negra a ocupar uma posição no conselho do Fed, afirmou que não houve justa causa e planeja contestar sua demissão. Ela foi confirmada em 2022 após um processo controverso, onde o voto da vice-presidente Kamala Harris desempatou uma votação no Senado.
Cook tem uma carreira acadêmica distinta, com formações em Spelman College e Universidade de Oxford, além de um doutorado na Universidade da Califórnia, Berkeley. Sua pesquisa aborda a relação entre racismo e economia, mostrando como a violência racial impactou a inovação econômica.
Embora tenha apoiado a política de taxas de juros baixas, Cook é vista como uma voz moderada no Fed. Desde sua nomeação, ela contribuiu para a estabilidade econômica durante a alta inflação pós-pandemia.
Em 2019, Cook destacou a cultura adversa enfrentada por mulheres negras na economia, refletindo sobre sua experiência pessoal e colaborando com Anna Gifty Opoku-Agyeman em um artigo que expõe discriminações na área. Opoku-Agyeman comentou sobre a importância da representação, enfatizando que as críticas a Cook são um reflexo das lutas enfrentadas por mulheres negras na busca de reconhecimento e sucesso.