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Quem é quem na negociação do Banco Master: de Vorcaro a Esteves

A aquisição de 49% do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) gera debates entre analistas do mercado financeiro, principalmente pela natureza estatal do BRB e seus impactos na rentabilidade oferecida ao cliente. A operação precisa agora da aprovação do Banco Central e do Cade para ser formalizada.

Anúncio de compra do Banco Master pelo BRB

Na última sexta-feira, 28 de março, o Banco de Brasília (BRB) anunciou a aquisição de 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais do Banco Master, por cerca de R$ 2 bilhões. A venda aguarda aprovação do Banco Central (BC).

O Banco Master, sob a direção de Daniel Vorcaro, tornou-se conhecido por oferecer CDBs com rentabilidade de 140% sobre o CDI. Seu patrimônio líquido cresceu 7,5 vezes entre 2021 e 2024, alcançando R$ 4,2 bilhões.

Após a aquisição, o Banco Master será renomeado para BRB Banco de Investimentos, permanecendo sob controle de Vorcaro, que manterá 51% das ações com direito a voto.

Paulo Henrique Costa, presidente do BRB, destacou que a análise da compra foi técnica. R$ 23 bilhões em ativos do Master ficarão fora do negócio, com a garantia de que todos os CDBs emitidos serão honrados.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, previu que a aquisição pode aumentar os dividendos pagos ao governo em cinco vezes, de R$ 200 milhões para R$ 1 bilhão até 2025.

O Sindicato dos Bancários de Brasília manifestou oposição à compra, e pode solicitar ao BC e ao Cade que a rejeitem, alegando possível gestão temerária.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, terá um papel crucial na análise do negócio, que pode levar até 360 dias. O BC mobilizou experts para avaliar o caso e prever possíveis problemas no sistema financeiro.

Recentemente, Galípolo se reuniu com André Esteves do BTG Pactual, considerando uma possível solução alternativa para a compra do Banco Master, embora Esteves já tenha analisado os ativos sem avançar na oferta.

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