Quero que o mundo pare de armar meu país, diz jovem preso por se recusar a servir Exército de Israel
Jovem israelense se recusa a servir no Exército e critica a guerra em Gaza, refletindo sobre as tensões sociais e políticas do país. Em meio à resistência dos ortodoxos, a crescente voz dos "refuseniks" aponta para uma busca por paz e justiça na região.
Serviço militar em Israel: quase todo judeu não ortodoxo maior de idade já passou pelas Forças Armadas. O serviço é obrigatório por cerca de três anos para homens e dois anos para mulheres. No total, Israel tem 465 mil reservistas e 165 mil militares ativos.
A população ortodoxa, isenta do serviço militar por um acordo desde 1948, enfrenta resistência a tentativas de alistamento.
Uma minoria se recusa a servir por motivos políticos, conhecida como savanirim ou refuseniks. Um caso é o de Soul Tsalik, que ficou três meses preso por se recusar a se alistar, criticando a guerra em Gaza e a ocupação da Cisjordânia.
Tsalik, membro da organização Mesarvot, explicou sua decisão em uma entrevista: "Cresci em Jaffa, e meu interesse por história e política me levou a me opor ao alistamento". Seus pais, apesar do medo, apoiaram sua escolha.
Durante a prisão, ele encarou situações tensas, mas também teve a oportunidade de dialogar com outros soldados, levando parcelas deles a refletirem sobre a necessidade de paz.
A opinião de Tsalik sobre a situação em Gaza é de lamento e desejo por um futuro melhor: "A situação é a pior possível. As pessoas estão enojadas e desiludidas."
Ele acredita que a propaganda e a cultura militarista em Israel dificultam a percepção da realidade em Gaza e critica a resposta internacional ao conflito, que tende a polarizar opiniões.
- Pontos-chave:
- Exército de Israel: maioria das famílias tem experiência militar.
- Refuseniks se opõem à guerra e à ocupação.
- Tsalik: prisão como espaço de reflexão e diálogo.
- Clamor por paz e direitos dos palestinos.
Tsalik conclui que a paz é a única solução viável e que continuar com a guerra só perpetua o sofrimento de ambos os lados. Acredita que a comunidade internacional deve apoiar a luta pelos direitos palestinos.