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Raízen (RAIZ4): ação salta 11% após vender mais 2 usinas por R$ 1,54 bilhão

Raízen vende usinas por R$ 1,54 bilhão para reduzir endividamento e manter estratégia de desinvestimento. As transações incluem a venda de ativos e investimentos em manutenção, com aprovação pendente do Cade.

A Raízen (RAIZ4), maior processadora de cana-de-açúcar do mundo, anunciou a venda das usinas Rio Brilhante e Passa Tempo por R$ 1,54 bilhão. Isso faz parte do processo de desinvestimento com objetivo de reduzir o endividamento, restando agora com 25 unidades ativas.

As usinas, situadas em Rio Brilhante (MS), têm capacidade instalada de cerca de 6 milhões de toneladas por safra e foram vendidas à Cocal Agroindústria. As ações da Raízen subiram mais de 10% após o anúncio.

Com essa venda, a capacidade de moagem da Raízen foi reduzida para aproximadamente 75 milhões de toneladas por safra, representando 12% do processamento do centro-sul na safra passada. Estima-se que a moagem para a próxima temporada (2025/26) esteja abaixo de 72 milhões a 75 milhões de toneladas, em comparação ao volume do ano atual.

Desde novembro do ano passado, a Raízen já desativou cinco unidades ativas. Antes da venda, a capacidade total era de 91 milhões de toneladas, com 35 usinas operacionais. Essa mudança foi possível após a união de ativos com a Biosev, de Louis Dreyfus, em 2021.

A empresa também continua otimizar seu portfólio. Apesar do desinvestimento, executivos afirmaram que a Raízen busca manter escala relevante no setor.

A Raízen, que reportou um prejuízo de R$ 1,8 bilhão e uma dívida líquida de R$ 49,2 bilhões, acredita que os fundamentos do mercado de açúcar e etanol permanecem sólidos. O acordo de hoje abrange R$ 1,325 bilhão pelos ativos e R$ 218 milhões em investimentos de manutenção.

A transação está alinhada à estratégia da empresa de simplificação das operações e melhoria da rentabilidade. A conclusão dependerá da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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