Raízen (RAIZ4): vale a pena comprar as ações após a derrocada pós-resultado?
A Raízen enfrenta desafios financeiros, com ações em forte queda após resultados do primeiro trimestre, mas algumas análises sinalizam potencial de recuperação a longo prazo. A subida do preço-alvo por algumas corretoras sugere uma possível valorização, mesmo em meio a um cenário difícil de alavancagem e endividamento elevado.
Ações da Raízen (RAIZ4) enfrentam queda de 16,13% na última semana, a maior do Ibovespa, com recuo de 12,50% após divulgação de resultados do 1T26.
Desafios enfrentados: Aumento da alavancagem e dívidas, com razão dívida líquida/Ebitda em 4,5x. Ganhos de eficiência considerados não recorrentes e condições climáticas adversas contribuíram para queda dos volumes de moagem.
Resultados financeiros: Ebitda ajustado de R$ 1,9 bilhões e dívida líquida de R$ 49 bilhões, um aumento significativo comparado ao trimestre anterior. O Ebitda de Açúcar e Renováveis caiu 27% ano a ano.
Projeções dos analistas: Bradesco BBI cortou preço-alvo de R$ 2,80 para R$ 2, mantendo recomendação de compra; BTG Pactual estabelece preço-alvo de R$ 3 e também recomenda compra, indicando sinais operacionais positivos.
Desafios operacionais: Redução na lucratividade devido a menores rendimentos de cana e custos altos. O setor de combustíveis superou expectativas, com redução de 19% em despesas administrativas, destacando melhorias no gerenciamento de riscos.
Perspectivas futuras: Expectativa de melhora no 2T26 com aumento na moagem de cana e racionalização do portfólio de usinas. A empresa avalia aumento de capital com acionistas, mas não há certezas sobre execução.
Opinião dos bancos: BB Investimentos vê dados negativos e revisará preço-alvo. UBS BB mantém recomendação neutra e preço-alvo de R$ 1,50, destacando potenciais melhorias, mas com desafios para retorno aos acionistas.
Análise geral: Entre 11 casas de análise, 7 recomendam compra e 4 manutenção, com preço-alvo médio de R$ 2,49, sugerindo um potencial de valorização de 139%.