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Rali de ações no Brasil, turbulência nos EUA: o que aconteceu e movimento continuará?

Mercados globais sob tensão: enquanto as ações brasileiras se destacam, incertezas políticas nos EUA geram volatilidade. Analistas questionam sustentabilidade da alta impulsionada por fatores internacionais e expectativas eleitorais para 2026.

Março turbulento para os mercados nos EUA enquanto as ações brasileiras tiveram melhor desempenho mensal desde agosto de 2024, de acordo com relatório da XP Investimentos.

O Ibovespa encerrou março com alta de 6,1% em reais e 9,1% em dólares, liderando os mercados globais. Em contraste, os principais índices dos EUA apresentaram queda: S&P 500 -5,8% e Nasdaq -7,7%.

A XP Investimentos aponta que a alta no Brasil se deve, em parte, à rotação global para fora dos EUA, com investidores se posicionando para as eleições de 2026. Contudo, dados de fluxos de ETFs mostram que esse movimento é global e não específico ao Brasil.

O Itaú BBA menciona que a revisão das expectativas de inflação, taxa de juros e câmbio tem impulsionado os ativos domésticos. As tarifas de importação dos EUA têm gerado preocupações sobre inflação e desvalorização do dólar.

O mercado aguarda um anúncio de novas tarifas pelo governo Trump, podendo intensificar tensões comerciais. A expectativa é de que as tarifas de importação aumentem em média 10 pontos percentuais.

No Brasil, as perspectivas de inflação foram revisadas para 5,70% em 2025, enquanto a taxa Selic deve ser de 15,25%% ao ano. O desempenho da Bolsa continua atraente, com o preço-alvo para o Ibovespa em 145 mil pontos até 2025.

O JPMorgan aposta que os emergentes se beneficiarão do crescimento mais lento dos EUA, com o Brasil recebendo recomendação overweight na América Latina, apesar das preocupações com timing de alocação.

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