Reação coordenada a Trump não é tema de debate no Brics, diz Antonio Freitas
BRICS enfrenta diversidade de interesses e incertezas em relação às tarifas dos EUA. Apesar das preocupações, não há consenso para uma reação coordenada ou a criação de uma moeda comum.
BRICS não reage às tarifas americanas: países não têm alinhado uma resposta coordenada às políticas comerciais do presidente dos EUA, Donald Trump.
Antonio Freitas, subsecretário de finanças internacionais do Brasil, afirmou que cada membro do BRICS possui relacionamentos diferentes com os EUA e que o bloco não é homogêneo.
Em uma apresentação sobre as prioridades do grupo, Freitas declarou que, mesmo com as tarifas, a cúpula do BRICS prevista para julho pode defender o livre comércio, mas reações coordenadas não estão na pauta.
Não há discussão sobre uma moeda comum para transações, segundo Freitas, que considera difícil a criação dessa moeda entre países com políticas econômicas diversas.
A criação da moeda foi sugerida por Luiz Inácio Lula da Silva, mas criticada por Trump, que prometeu tarifas de 100% caso a proposta avance.
As prioridades do BRICS incluem:
- Facilitação do comércio e investimento;
- Mecanismos de garantias para financiamentos;
- Financiamento climático;
- Coordenação em organismos financeiros internacionais.
O grupo BRICS se expandiu em 2023, agora incluindo Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes, Etiópia, Irã e Indonésia.
Freitas mencionou que a expansão traz mais desafios de convergência, comparando à experiência do Brasil no G20.