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Redução de crime violento não aplaca sensação de risco

Moradores de áreas nobres de São Paulo adotam novas estratégias para lidar com a crescente sensação de insegurança, enquanto comunidades da periferia também enfrentam mudanças em seus hábitos diários. Autoridades e especialistas reconhecem a necessidade de reformas na segurança para recuperar a confiança da população.

Moradores dos Jardins em São Paulo adaptam seus hábitos devido à sensação de insegurança. Cerca de 65% dos residentes já não saem com celulares, enquanto outros tiram alianças antes de sair.

No Itaim, clientes de floriculturas evitam descer dos carros durante compras. Alterações também são vistas nas rotinas de passeios matinais com cães.

Na Brasilândia, bairro de classe baixa, o medo aumenta, com habitantes preferindo andar em grupo. O clima de insegurança piorou, especialmente para mulheres vítimas de roubos de celulares.

Estatísticas de crimes apontam para uma queda nos homicídios em São Paulo, mas a percepção de insegurança se mantém alta. Em 2024, registrou-se uma queda de 23% nos homicídios dolosos em relação a 2015.

Com crescente insatisfação, moradores exigem reformas na legislação penal. A sensação de impunidade é citada como um agravante da violência.

O governo federal pretende encaminhar, em abril, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, visando integrar as ações de segurança em todo o país.

Especialistas alertam que a sensação de insegurança impacta o desempenho eleitoral, tornando a segurança um tema central nas próximas eleições.

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