Reféns em Gaza infelizmente não são mais tratados como prioridade, diz presidente de Israel
Herzog questiona a falta de foco no retorno dos reféns durante votação do Orçamento, enquanto familiares dos sequestrados protestam no Parlamento. A aprovação do orçamento, considerada uma vitória para Netanyahu, ocorre em meio a crescentes tensões sobre o futuro dos cativos e a violência na Faixa de Gaza.
Presidente Isaac Herzog critica a atenção de Israel aos reféns do Hamas, após aprovação do Orçamento de 2025 no Parlamento.
Em vídeo na rede social X, Herzog expressou seu choque: "A questão dos reféns não está mais no topo das prioridades".
Ele enfatiza a necessidade de manter foco em trazer todos os reféns de volta, até o último deles.
Herzog, chefe de Estado desde 2021, é um papel cerimonial, enquanto Binyamin Netanyahu lidera o governo mais à direita da história do país.
Parentes de sequestrados protestaram em Jerusalém durante a votação do orçamento, que era crucial para Netanyahu, evitando eleições antecipadas.
Netanyahu enfrentou críticas após retomar *bombardeios* na Faixa de Gaza, quebrando um cessar-fogo estabelecido em janeiro.
O Ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, afirmou que este é um “orçamento de guerra”, com expectativas de vitória.
A votação ocorreu em meio a um clima tumultuado, com divisões sobre o destino dos reféns.
- Manifestantes tentaram bloquear a entrada de políticos, enquanto o presidente do Parlamento, Amir Ohana, defendeu a liberdade de expressão.
- Familiares dos reféns entraram no plenário, exibindo fotos e cartazes.
A trégua anteriormente permitiu a devolução de 25 reféns e o retorno de 8 corpos, em troca de cerca de 2.000 palestinos liberados.
O retorno dos bombardeios complicou as negociações, que buscavam libertar mais reféns. Atualmente, há 59 cativos restantes, com cerca de 24 vivos.
Após os ataques, protestos contra Netanyahu cresceram, destacando a insatisfação popular e a acusação de que ele utilizou a guerra para silenciar críticas.
Entre os gritos, "Você é o chefe, você tem a culpa" e pedidos para que os EUA salvem Israel de Netanyahu foram notados.