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Relator da CPMI do INSS: Só justifica ouvir Bolsonaro se ouvir Lula, Dilma e Temer

Alfredo Gaspar assume relatoria da CPMI do INSS e prevê foco em desvios nos últimos dez anos. Com a intenção de seguir o dinheiro, o deputado busca identificar envolvidos em corrupção dentro do sistema previdenciário.

Alfredo Gaspar (União-AL) foi surpreendentemente escolhido como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

A escolha ocorreu após uma manobra da oposição que desbancou o nome do senador Omar Aziz (PSD-AM), visto como favorito pelos governistas.

Gaspar planeja focar a investigação nos últimos 10 anos, abrangendo gestões desde Dilma Rousseff até o governo atual. Ao ser questionado sobre ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro, ele defendeu o “princípio da igualdade”, sugerindo depoimentos de outros ex-presidentes também.

O relator enfatizou que o foco será nos descontos em folha e empréstimos consignados de beneficiários do INSS, utilizando a estratégia de “seguir o dinheiro” para desvendar um grande esquema de corrupção.

Gaspar planeja ouvir todos os ex-ministros da Previdência desde 2015 e os presidentes da Dataprev, além de profissionais que investigaram a operação "Sem Desconto". Ele também quer convocar membros de associações que lidaram com descontos diretos.

O prazo de investigação foi delimitado a partir do governo Dilma em razão da duração média de prescrição dos crimes e a necessidade de celeridade.

A oposição deseja convocar Frei Chico, irmão de Lula, e a base governista propõe ouvir Bolsonaro. Gaspar indicou que essas decisões cabem ao presidente da comissão, senador Carlos Viana, que havia ameaçado suspender credenciais de jornalistas que divulgassem informações sigilosas.

Sobre o andamento das investigações, Gaspar acredita que novos fatos surgirão, principalmente acerca dos empréstimos consignados. A CPMI já possui uma série de convocações aprovadas e decidirá os próximos passos após as audiências.

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