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Relator de projeto que proíbe descontos do INSS propõe ressarcir aposentados com recursos do FGC

Deputado federal propõe utilização do Fundo Garantidor de Crédito para ressarcir beneficiários do INSS em caso de descontos indevidos. A proposta enfrenta resistência de governistas e pode impactar a votação do projeto na Câmara.

Deputado federal Danilo Forte (União-CE) propôs que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) seja usado para ressarcir beneficiários do INSS em caso de descontos indevidos.

A proposta está no parecer do projeto que proíbe mensalidades associativas, publicado em 27 de setembro. O FGC atua como um seguro financeiro, custeado por instituições bancárias.

Forte mencionou que, se o INSS não conseguir recuperar valores de uma instituição financeira em intervenção, o FGC será utilizado para ressarcir os beneficiários. A entidade que descontar indevidamente terá até 30 dias para restituir o valor.

Governistas criticam essa mudança, afirmando que o INSS não deve arcar com custos se a instituição não devolver o dinheiro. Deputados do PT consideram a situação desfavorável e podem votar contra a proposta.

Embora a inclusão do FGC tenha sido solicitada pelo governo, o deputado Forte informou que algumas mudanças foram inviabilizadas. O partido União defende que a votação ocorra na próxima semana, priorizando a PEC da Blindagem esta semana.

Outra controvérsia envolve a alteração que permite descontos na amortização de antecipação de benefícios, anulando a condição de “sem encargos financeiros.” Governistas desejavam melhorias que não foram acatadas, como a fixação das taxas máximas de juros para crédito consignado exclusivamente pelo CNM.

Além disso, o relatório proíbe que beneficiários autorizem descontos automáticos, devendo realizar pagamentos via boleto, o que provoca descontentamento de parlamentares do PT.

A Operação Sem Desconto investiga descontos irregulares em benefícios de aposentados, resultando no afastamento do ex-presidente do INSS e do então ministro da Previdência. O INSS estima que o ressarcimento aos lesados será de R$ 3,3 bilhões.

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instalada para investigar as fraudes relacionadas a estes descontos.

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