Rentabilidade das reservas internacionais cai a 3,02% em 2024, de 5,11% em 2023
Rentabilidade das reservas internacionais do Brasil apresenta queda significativa em 2024, refletindo mudanças nas taxas de juros e flutuações cambiais. O Banco Central destaca a busca por uma gestão que priorize segurança e redução de riscos na alocação das reservas.
Rentabilidade das Reservas Internacionais: A rentabilidade caiu para 3,02% em 2024, comparada aos 5,11% do ano anterior, segundo o Banco Central.
O retorno de marcação a mercado foi de 3,20%, enquanto o retorno em moeda foi de –0,18%. O BC atribui a queda à flutuação nas taxas de juros dos EUA e à dinâmica das moedas de investimento.
No relatório, o BC destaca que a permanência dos juros em 2024 gerou ganho significativo, apesar de uma pequena apreciação do dólar ter impactado negativamente os resultados.
As reservas internacionais totalizaram US$ 329,73 bilhões no fim de 2024, reduzindo-se em comparação aos US$ 355 bilhões de 2023. A principal razão foi a venda de dólares no mercado interno.
O BC visa uma alocação anticíclica para mitigar oscilações cambiais, priorizando segurança, liquidez e rentabilidade.
O Value at Risk (VaR) médio foi de 4,9% ao ano, abaixo dos 6,1% do ano anterior, com redução na volatilidade das taxas de juros.
A alocação das reservas em dezembro de 2024 foi:
- 78,45% em dólar norte-americano
- 5,31% em renminbi
- 5,23% em euro
- 3,69% em libra esterlina
- 3,55% em ouro
- 1,73% em iene
- 1,05% em dólar canadense
- 0,99% em dólar australiano
O relatório esclarece que a alocação busca 100% de cobertura cambial da dívida externa soberana. O ouro é adquirido exclusivamente no exterior.
A alocação por classe de ativos em conceito caixa é:
- 84,08% em títulos governamentais
- 5,51% em depósitos em bancos centrais
- 3,55% em ouro
- 1,90% em títulos supranacionais
- 1,21% em títulos de agências
- 1,28% em ETFs de Corporates
- 0,99% em ETFs de ações
- 0,34% em depósitos em bancos comerciais
- 1,04% em outras classes