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Réus: sequer os réus negaram os crimes

O julgamento do ex-presidente Bolsonaro promete impactos significativos na política brasileira e na consolidação da democracia. A expectativa de penas severas reflete a determinação do judiciário em enfrentar a tentativa de golpe e restaurar a ordem.

“Temos ódio e nojo à ditadura!” – Ulysses Guimarães, ao promulgar a Constituição de 1988.

Ser brasileiro é viver surpresas constantes. Mesmo diante de problemas graves, o início do julgamento de Bolsonaro traz esperança.

Em 2024, não haveria espantos. Com mais de 400 condenados pelos mesmos fatos, o recebimento da denúncia seria rápido e técnico. A delação do ajudante de ordens, Cid, é relevante, mas não impacta a formação da culpa de Bolsonaro.

A investigação foi técnica e bem elaborada, com provas robustas. Se a 1ª Turma desconsiderar a delação, o processo segue intacto.

A fase inicial do julgamento foi previsível, embora a presença de Bolsonaro na 1ª fila não fosse comum. Sua crítica ao Tribunal via WhatsApp é banal e repugnante.

A comparação que ele fez entre o julgamento e um jogo de futebol revela uma tentativa de forçar uma preventiva, já que ninguém negou o crime de atentado ao Estado democrático.

O resultado da partida Brasil x Argentina (4x1) simboliza a má sorte do golpista. A expectativa é que o julgamento do mérito siga na mesma tendência.

É essencial priorizar este processo para que o Brasil possa seguir em frente. A discussão sobre o golpe impede avanços.

Há uma lenda entre bolsonaristas de que a prisão de Bolsonaro pararia o país. A prisão do general Braga Netto não trouxe consequências visíveis.

Se condenados, como Bolsonaro e o general Heleno, a democracia brasileira mostrará maturidade. As penas serão severas, com condenações entre 12 e 17 anos.

O Supremo tinha duas opções: condenar ou absolver. A absolvição seria inaceitável; a condenação é necessária.

As condenações para os líderes devem girar em torno de 28 a 35 anos. A certeza da aplicação da lei é o que inibe crimes, e todos os democratas devem acompanhar o julgamento.

Lembrando sempre Foucault: “O risco de morrer é um dos princípios entre os deveres fundamentais da obediência nazista...”

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