Revolução iminente ou jogada de marketing? Entenda o enigma da IA 'super-humana'
Pesquisadores de IA divergem sobre a possibilidade de alcançar a inteligência geral artificial em breve, com muitos vendo as previsões otimistas como exageros. Enquanto líderes da indústria falam sobre avanços iminentes, acadêmicos alertam para os perigos reais das tecnologias atuais e a falta de resultados concretos.
Crescem as discussões sobre a AGI, com líderes de empresas de IA como Sam Altman (OpenAI) e Dario Amodei (Anthropic) afirmando que a inteligência geral artificial (AGI) pode surgir em breve. No entanto, muitos pesquisadores consideram tais alegações como marketing.
Yann LeCun, da Meta, afirma que ampliar modelos existentes não levará à IA de nível humano. A maioria dos acadêmicos, segundo pesquisa da AAAI, concorda com essa visão.
Alguns pesquisadores acreditam que o discurso das empresas é uma estratégia para gerar atenção e retorno sobre grandes investimentos feitos. Kristian Kersting, da Universidade Técnica de Darmstadt, critica essa abordagem como uma manipulação.
Embora haja ceticismo, figuras como Geoffrey Hinton e Yoshua Bengio alertam sobre os perigos da IA. Kersting menciona que a verdadeira ameaça está nas IAs atuais e seu impacto negativo imediato.
Sean O hEigeartaigh, da Universidade de Cambridge, sugere que a diferença de perspectivas reflete atitudes na escolha de carreira. Ele adverte sobre a importância de planejar o futuro, mesmo que a AGI demore a chegar.
Há um desafio em comunicar esses perigos à sociedade, dado que o tema da super-IA pode soar ficção científica.