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Revolut estuda contratar assessores para possível aquisição nos EUA, dizem fontes

A fintech Revolut considera a compra de um banco nos EUA para acelerar sua expansão no mercado norte-americano. A empresa também avalia a possibilidade de solicitar uma licença bancária própria, enquanto planeja lançar novos produtos de poupança para consumidores locais.

A Revolut, uma das fintechs mais valiosas do mundo, está considerando a contratação de bancos de investimento para uma possível aquisição de um banco nos EUA. Essa estratégia visa acelerar seu crescimento no país.

A empresa já conversou com possíveis assessores e avalia se irá comprar um banco ou solicitar uma licença bancária própria. As deliberações ocorrem enquanto a Revolut se prepara para lançar produtos de poupança para consumidores norte-americanos.

Recentemente, a fintech tem aumentado seus gastos com marketing nos EUA, oferecendo iniciativas como viagens gratuitas de metrô em Nova York. Até agora, a Revolut operou por meio de bancos parceiros e, após arquivar um pedido de licença em 2021, busca agora uma chance de obter sua própria licença.

A Revolut e outros concorrentes coincidem com a era de desregulamentação financeira nos EUA, o que favorece a aprovação de fusões. A empresa também está na “fase de mobilização” para sua licença no Reino Unido, enfrentando barreiras regulatórias.

O CEO Nik Storonsky reconheceu que o desejo por menos regulamentação foi um erro, e a fintech busca levantar cerca de US$ 1 bilhão em financiamento para suas expansões, com uma avaliação combinada de US$ 65 bilhões.

A Revolut já é a fintech mais valiosa da Europa e está em processo de obtenção de licenças bancárias em outros países, como França e México, além da aquisição do Banco Cetelem na Argentina.

Globalmente, a Revolut conta com cerca de 60 milhões de clientes e uma receita de £ 3,1 bilhões no último ano, refletindo um crescimento de 72%.

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