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Risco de investimentos da Argentina sobe após escândalo dos áudios e economia mais frágil

Escândalo de propinas e vazamento de áudios abalam a confiança no governo Milei em um momento crítico para a economia argentina. Medidas de austeridade e incertezas políticas intensificam a crise no país a poucos meses das eleições.

Escândalo de vazamento de áudios na Argentina envolve suposta cobrança de propinas na distribuição de medicamentos para pessoas com deficiência.

O governo de Javier Milei é afetado, com o ex-diretor da Andis, Diego Spagnuolo, destituído e sua voz mencionando a irmã de Milei, Karina, como beneficiária.

Uma operação policial apreendeu o celular de Spagnuolo e documentos de associados da Drogaria Suizo Argentina, implicada no esquema.

No contexto econômico, o risco Embi subiu para 850 pontos, o pior em quatro meses. A incerteza política precede as eleições legislativas na Província de Buenos Aires.

O Banco Central ajustou a taxa de câmbio, com o dólar oficial a 1.360 pesos, alta de 3,5% em uma semana.

A confiança do consumidor caiu 13,9% em agosto, enquanto o Índice de Confiança no Governo teve declínio de 13,6%.

Javier Milei, em evento, classificou as acusações como mentirosas e disse que seu ex-funcionário responderia na Justiça.

AÇÕES e títulos argentinos caíram até 10% antes de sua declaração. O índice S&P Merval viu sua pior queda do ano.

A economia argentina estava em recuperação, mas permanece estagnada desde junho, 1,3% abaixo do pico anterior.

A alta das taxas de juros e novos requisitos para bancos podem dificultar a recuperação econômica até as eleições.

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