Romário se afasta de Bolsonaro e perde apoio nas redes, mas resiste à pressão por memória no futebol
Romário enfrenta crise de apoio entre a base bolsonarista após discordâncias políticas. A relação com Jair Bolsonaro se deteriora, refletindo um distanciamento nas redes sociais e pressões por lealdade.
Romário (PL-RJ) enfrenta crise de apoio nas redes sociais entre aliados de Jair Bolsonaro. Desde que começou a discordar da família Bolsonaro, o senador se tornou alvo de cobranças por lealdade.
O ápice da crise ocorreu quando Romário foi o único senador do PL a não apoiar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Um estudo revela que 82% dos comentários sobre sua nota oficial criticam o senador.
Romário afirmou: “Nunca rompi com Bolsonaro” e negou apagar postagens. No entanto, a interação nas redes reflete um distanciamento desde 2022, acentuado após Bolsonaro apoiar Daniel Silveira ao Senado.
Segundo a AtivaWeb, a presença digital de Romário é mais forte no futebol do que na política, com um engajamento médio de apenas 0,11%.
A antropóloga Isabela Kalil explica que a base de Romário inclui eleitores não polarizados, permitindo que ele resista à pressão bolsonarista. Apesar das divergências, como o voto contra a PEC que limita poderes do STF, Romário foi reeleito com 2.384.080 votos.
O distanciamento dele do bolsonarismo é destacado por suas escolhas políticas, como apoiar Eduardo Paes para a prefeitura em vez do candidato bolsonarista. Embora tenha enfrentado críticas, a situação sugere que Romário possui autonomia e uma base eleitoral sólida, o que pode mantê-lo relevante nas futuras eleições.