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Rumos 2025: Alckmin diz que governo estuda cota para exportações dos EUA

Governo brasileiro considera impor cota de exportação para os EUA em resposta a tarifas de Trump. Durante evento, vice-presidente ressaltou a importância de um comércio justo e as oportunidades de crescimento na economia nacional.

O governo brasileiro está considerando adotar uma cota de exportação para os Estados Unidos se as negociações atuais não revertam as medidas protecionistas de Donald Trump, incluindo a taxa de 25% sobre aço e alumínio. A afirmação foi feita pelo vice-presidente Geraldo Alckmin em evento no dia 24 de março em São Paulo.

Alckmin destacou que a economia será central na campanha presidencial de 2026 e defendeu a exclusão de alimentos e do petróleo do cálculo da inflação, como o Federal Reserve faz nos EUA. Ele também elogiou a recente decisão do STF sobre segurança nos municípios de São Paulo.

O ministro ressaltou o papel do Brasil na segurança alimentar, energética e climática, prometendo “desmatamento ilegal zero” e o trabalho para recompor a Floresta Amazônica. Ele lamentou a decisão dos EUA de sair do Acordo de Paris e destacou a competitividade brasileira na transição energética.

Alckmin também mencionou questões de comércio exterior e a necessidade de um modelo recíproco entre Brasil e EUA, citando o superávit de US$ 25 bilhões em favor dos americanos. Ele está aguardando novas medidas dos EUA para 2 de abril, dia marcado por Trump como “da libertação americana”.

Sobre a inflação no Brasil, Alckmin criticou a taxa Selic alta, sugerindo que a exclusão de alimentos e energia do cálculo poderia ser considerada para não agravar a situação econômica. Estudos indicam que cada ponto percentual na Selic onera a dívida pública em cerca de R$ 48 bilhões.

Apesar da pressão inflacionária, Alckmin mencionou melhorias no cenário econômico, como a recente queda do dólar e uma previsão de crescimento da safra de 10%. Contudo, economistas projetam uma desaceleração do PIB em 2025, com crescimento projetado em 2% devido ao aumento das taxas de juros e seu impacto nos investimentos e consumo das famílias.

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