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Rumos 2025: crise mundial climática entra nas contas do orçamento público

Governo brasileiro enfrenta desafios urgentes para implementar um orçamento climático diante dos crescentes prejuízos causados por desastres naturais. Investimentos em transição energética e adaptação são essenciais para evitar que a crise ambiental amplie as desigualdades sociais.

Riscos climáticos e custos da inação ganham destaque na agenda econômica brasileira.

A frequência de desastres ambientais, como as enchentes no Rio Grande do Sul, causaram prejuízos de R$ 100 bilhões, evidenciando a necessidade de um orçamento para o clima.

Para a transição energética e adaptação climática, os investimentos anuais a partir de 2030 superam R$ 70 bilhões, incluindo:

  • Contratações de energia em caso de seca;
  • Fortalecimento das redes elétricas;
  • Subsídios para geração eólica.

Edvaldo Santana, consultor e colunista, alertou sobre um aumento de 20% nas tarifas, criando urgência para alternativas que não ampliem as desigualdades sociais.

Perdas climáticas nos últimos dez anos superaram R$ 320 bilhões, com 90% afetando a agricultura. Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, observou que eventos extremos agora ocorrem a cada dez anos, ao invés de cem anos.

Os seguros climáticos no Brasil são incipientes, cobrindo apenas R$ 6 bilhões dos danos das enchentes. Apenas 6% da agricultura possui seguro.

O governo integrou critérios ambientais à política fiscal e no plano plurianual 2024-2027, gerando ações para mitigação, adaptação e conservação. A secretária Virgínia de Ângelis destacou a importância da conexão entre os planos e o orçamento nacional.

Atualmente, cerca de R$ 19 bilhões foram identificados na Lei Orçamentária de 2024, aumentando para R$ 29 bilhões após aprovação. A previsão para 2025 é de crescimento.

Com a crise climática se tornando uma variável macroeconômica-chave, o governo aprovou R$ 40 bilhões em despesas extraorçamentárias para ajudar o Rio Grande do Sul.

Denise Hills, especialista em sustentabilidade, abordou a saída de gigantes do mercado financeiro de alianças globais, mas ressaltou que isso não alterou suas metas de sustentabilidade.

Ela ressaltou a importância de considerar o impacto climático na alocação de riscos e investimentos, e mencionou a exigência da CVM para empresas de capital aberto informarem sobre gestão de riscos ESG a partir de 2027.

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