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Rumos 2025: nova ordem do comércio global exige prudência

Especialistas alertam que a nova ordem do comércio global impõe desafios e oportunidades ao Brasil, que deve adotar uma postura cautelosa nas negociações. O cenário atual revela uma balança comercial estimada com superávit em 2025, impulsionada por exportações de grãos e petróleo.

Nova ordem do comércio global se desenha sob barreiras tarifárias com a presidência de Donald Trump, exigindo estratégias do Brasil, segundo especialistas durante o evento Rumos 2025.

A maioria dos especialistas recomenda prudência e negociação com os EUA, mas também sugere aproveitar oportunidades com a China.

Marcos Caramuru, ex-embaixador na China, afirma que as medidas de Trump desorganizam o comércio internacional, tornando imprevisíveis as consequências. Ele destaca a necessidade de uma reorganização das cadeias de valor globais e menciona que os EUA buscam se tornar um grande país manufatureiro.

Luiz Augusto de Castro Neves, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, vê novas oportunidades de comércio, enfatizando que a agenda interna do Brasil influenciará as respostas às mudanças externas.

Li Valls Pereira destaca a importância de definir uma linha de atuação clara em política externa, um ponto de crítica ao governo anterior.

Livio Ribeiro, da BRCG, observa que a guerra comercial atual envolve pressão geopolítica, refletindo um plano maior de como os EUA interagem globalmente.

Expectativa de superávit comercial robusto em 2025: US$ 75,49 bilhões, mesmo diante de incertezas. O superávit de 2024 foi de US$ 74,2 bilhões.

José Augusto de Castro, da AEB, menciona que, apesar do superávit de US$ 6,8 bilhões nos primeiros meses de 2025, as exportações caíram 1,5%.

André Valério, do Inter, acredita que o aumento nas exportações de grãos e petróleo sustentará a balança comercial com demanda crescente, especialmente da China.

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