Rússia quer veto sobre garantias de segurança à Ucrânia
Lavrov defende participação russa em discussões de segurança para a Ucrânia, ressaltando a necessidade de um consenso nas garantias. Enquanto isso, as tensões persistem com novos ataques entre os países em conflito.
Chanceler russo Serguei Lavrov afirma que a Rússia deve participar de discussões sobre garantias de segurança para a Ucrânia, em um possível acordo de cessar-fogo.
Lavrov sugere a retomada da proposta russa de negociação de 2022, que previa um direito de veto russo sobre garantias de segurança.
O plano incluía a formação de uma coalizão de Estados garantidores da segurança da Ucrânia, contendo a Rússia, que poderia bloquear ações de defesa.
Esse conceito é criticado por ser paradoxal: os russos teriam que autorizar a ajuda de países europeus aos ucranianos. Lavrov destaca que a ideia é um mecanismo de confiança mútua.
A questão das garantias se torna tão crucial quanto cessões territoriais que a Ucrânia poderá ter que fazer. Neste contexto, chefes de Estado-Maior da Otan se reuniram para debater o tema.
Lavrov enfatiza que discutir garantias sem a Rússia leva a nenhum lugar e que o plano de Istambul é um bom exemplo de "garantias confiáveis".
Na segunda-feira (18), Trump, Zelenski e líderes europeus discutiram as garantias. Trump revelou que Putin aceitaria proteção similar ao artigo 5 da aliança militar da Otan.
Porém, os europeus querem uma força de paz na Ucrânia, enquanto a Rússia se opõe, alegando seu propósito inicial de impedir a entrada da Ucrânia na Otan.
Trump indicou que nada está descartado, incluindo tropas em solo, mas depois negou enviar tropas americanas, considerando apoio aéreo aos europeus.
As tensões permanecem: os ucranianos lançaram uma onda de drones contra a Rússia, enquanto Moscou atacou Odessa, causando um grande incêndio em uma central de gás.