Sabesp após os R$ 100 por ação: BBI vê mais alta com revisão e expansão no saneamento
Especialistas do Bradesco BBI revisam recomendações para a Sabesp, destacando o potencial de valorização de suas ações e a importância da revisão tarifária. A companhia é vista como peça-chave na universalização dos serviços de saneamento até 2029, impulsionando expectativas positivas para o crescimento e retorno aos investidores.
Resultados do 4T24 da Sabesp: Após divulgação, o Bradesco BBI ajustou suas estimativas, mantendo recomendação outperform e preço-alvo de R$ 135, refletindo um potencial de valorização de 32% até o final de 2024. Projeção para 2025 prevê ações acima de R$ 100.
Revisão tarifária: Prevista para dezembro, é essencial para estabilidade regulatória e cumprimento das metas de universalização até 2029. Analistas ressaltam a importância da atualização do capex para evitar resistência política em períodos eleitorais.
- O reconhecimento de um ativo regulatório 'CVA' pode ser uma solução para garantir retorno econômico e equilíbrio financeiro.
- Crescimento inorgânico no estado é esperado, com leilões de novas Unidades Regionais de Saneamento (Uraes) para 2026, representando R$ 35 bilhões em investimentos.
Vantagem competitiva: A Sabesp está bem posicionada para aproveitar novas oportunidades devido ao seu papel como operadora incumbente.
Retorno atrativo: A companhia apresenta uma TIR real de 12%, superando rendimentos de investimentos em renda fixa.
Crescimento esperado: Impulsionado por cortes de Opex e aumento da base de ativos regulatórios, com alavancagem financeira sob controle.
Bank of America (BofA): Em janeiro, reafirmou recomendação de compra, ajustando preço-alvo de R$ 115 para R$ 116, destacando boas projeções por atualizações regulatórias.
- Nova abordagem tarifária pode aumentar em R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões o VPL da empresa.
- Decisões judiciais preliminares podem impactar receitas, mas ajustes tarifários futuros oferecem compensações.
Projeção BofA: Espera crescimento anual composto (CAGR) de 22% no Ebitda nos próximos quatro anos, com múltiplo Ev/RAB inferior a 1x para 2024.