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São Paulo: herança científica em perigo

O futuro da pesquisa em São Paulo está em risco devido a cortes orçamentários e ameaças de privatização de institutos históricos. Especialistas alertam para o impacto na ciência, agricultura familiar e segurança alimentar, ao mesmo tempo que um edital da Fapesp oferece esperança de renovação.

Legado ambiental em risco: No final do século 19, o naturalista sueco Albert Löfgren foi fundamental na pesquisa e conservação ambiental em São Paulo, criando o Horto Florestal e mapeando a flora local.

Institutos em crise: Instituições históricas como o IAC, Instituto Biológico, Instituto de Pesca e Instituto Florestal enfrentam sérias dificuldades, incluindo:

  • Falta de concursos públicos;
  • Redução de pessoal;
  • Condições precárias de trabalho;
  • Desestruturação administrativa;
  • Planos de privatização.

Cortes orçamentários: A Fapesp enfrenta cortes significativos, com a LDO de 2025 permitindo uma redução de até 30% no repasse, resultando em uma perda potencial de R$ 600 milhões anuais.

Impacto na pesquisa: Cerca de 90% dos recursos para pesquisa nas universidades (USP, Unicamp, Unesp) dependem da Fapesp. Em abril, o governo estadual anunciou a venda de 35 áreas de pesquisa, justificando a medida como uma forma de “gerar valor para o Estado”.

Resistência da comunidade científica: Especialistas alertam que essa venda prejudica a pesquisa, a agricultura familiar e a segurança alimentar. Dados da APqC indicam que salários dos pesquisadores caíram 70% em 10 anos, enquanto 7.900 cargos permanecem vagos.

Mudança na carreira科研: O projeto de lei complementar 9 de 2025, que visa alterar a carreira de pesquisador, tem gerado forte oposição por comprometer a autonomia da pesquisa.

Criticas à fusão de institutos: A fusão dos institutos Florestal, Botânico e Geológico foi criticada por não oferecer ganhos reais de eficiência.

Sinal de esperança: Em maio de 2025, a Fapesp lançou um edital de R$ 120 milhões para modernização de 20 institutos, proporcionando uma oportunidade de revitalização, embora sua efetividade dependa de fatores técnicos e financeiros.

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