'Se eu fosse o poder concedente, eu não prorrogaria o contrato', diz Tarcísio sobre Enel
Governador critica falta de investimentos da Enel em São Paulo e sugere divisão da concessão de energia. Tarcísio de Freitas destaca problemas com interrupções de energia e defende melhoria na qualidade do serviço.
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou a Enel por não realizar os investimentos necessários na rede elétrica do estado. A empresa, responsável pela distribuição de energia na capital e 23 cidades da Grande São Paulo, tem contrato que vence em 2028.
Durante evento da revista Veja, Freitas afirmou que a Enel não investe porque os custos não são reconhecidos na tarifa. Ele destacou falhas em áreas essenciais como automação e recomposição de redes, que resultam em longos cortes de energia, especialmente durante eventos climáticos extremos.
O governador citou exemplos de quedas de energia em novembro de 2023 e outubro de 2024, onde bairros ficaram até uma semana sem eletricidade.
Freitas declarou que, se tivesse o poder, não renovaria o contrato da Enel e sugeriu a divisão do serviço de distribuição em duas concessões para aumentar a eficiência.
A Enel atende cerca de 7,1 milhões de clientes, representando 18 milhões de pessoas. O pedido de renovação do contrato por mais 30 anos está em análise pela Aneel e pelo Ministério de Minas e Energia.
Tarcísio também comentou sobre o avanço das privatizações em São Paulo, mencionando a privatização da Sabesp como um exemplo positivo. A empresa já investiu mais de R$ 7 bilhões e realizou mais de 400 mil novas ligações de água e 529 mil de esgoto.
No primeiro semestre de 2024, o estado registrou R$ 354 bilhões em investimentos contratados em concessões de infraestrutura, superando as expectativas.
O evento contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que anunciou o início da concessão de hidrovias em 2024, visando reduzir custos logísticos em até 40%.
O governo federal continua avançando em parcerias com o setor privado, abrangendo áreas como estradas, portos e aeroportos.