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Se Trump quiser negociar, 'Lulinha paz e amor estará de volta', diz Lula após aval para discutir reciprocidade

Lula destaca a importância de negociar antes de aplicar a Lei da Reciprocidade como resposta ao tarifaço dos EUA. O presidente brasileiro enfatiza que o Brasil não aceitará imposições e reiterou sua disposição para o diálogo.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o processo da Lei da Reciprocidade com os Estados Unidos é demorado e deseja negociar antes das medidas entrarem em vigor.

Na noite anterior, Lula autorizou o início de consultas para aplicar a lei em resposta ao tarifaço do presidente Donald Trump.

Lula declarou: "Esse é um processo um pouco demorado e eu não tenho pressa em fazer reciprocidade aos EUA." Ele ressaltou que o Brasil não aceitará imposições e que deseja uma negociação justa:

  • "Se o Trump quiser negociar, o Lulinha paz e amor está de volta."
  • "Eu não quero guerra com os Estados Unidos, eu quero negociar."

O presidente destacou que mais de 73% dos produtos americanos exportados para o Brasil não pagam impostos e que 8 dos 10 principais produtos são isentos:

"Se tem uma coisa que os americanos não podem reclamar é da relação comercial com o Brasil."

Lula também mencionou a falta de interlocução com o governo dos EUA e rechaçou a ideia de um telefonema com Trump. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, não conseguiram estabelecer diálogo.

Entretanto, Lula não descartou uma conversa com Trump durante a Assembleia da ONU em setembro, onde fará um discurso pela negociação multilateral:

"Se o Trump quiser negociar sério com o Brasil, nós estaremos dispostos a negociar 24 horas por dia."

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