Secom de Sidônio turbina gastos com campanhas publicitárias e TV leva maior fatia dos recursos
Aumento nos gastos com campanhas publicitárias pela Secom nos primeiros três meses de 2024 revela uma estratégia agressiva de comunicação sob a liderança de Sidônio Palmeira. Com 1.211 campanhas veiculadas, a pasta investiu R$ 36 milhões, um salto significativo em comparação ao mesmo período do ano anterior.
BRASÍLIA – A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), sob a direção do publicitário Sidônio Palmeira, aumentou em aproximadamente R$ 30 milhões os gastos com campanhas publicitárias no início de 2024, em comparação ao mesmo período em 2023.
Entre 1º de janeiro e 17 de março, foram veiculadas 1.211 campanhas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, resultando em gastos de R$ 36 milhões. Sidônio assumiu a pasta em meados de janeiro, e parte das campanhas do primeiro mês já haviam sido contratadas sob a gestão de Paulo Pimenta.
No mesmo período do ano anterior, foram apenas 410 campanhas com gastos de R$ 5,4 milhões.
Do total investido até agora, R$ 26 milhões foram destinados a campanhas na televisão, com o Grupo Globo recebendo R$ 13,7 milhões. Pimenta só iniciou veiculações em TV em abril de 2024.
A Secom esclareceu que a alocação de recursos publicitários segue critérios técnicos, como audiência e perfil do público-alvo.
Sidônio também implementou uma repaginação nas redes sociais da Presidência, adotando uma comunicação mais jovem e interativa. Entretanto, não houve aumento significativo no orçamento para campanhas na internet, que se manteve em R$ 3,3 milhões tanto para rádios quanto para meios online.
Em busca de unificar a comunicação, Sidônio promoveu uma reunião em 14 de março com assessorias ministeriais. Além da Secom, outros cinco ministérios mantêm contratos com agências de publicidade para suas campanhas.
Empresas estatais como Petrobras e Caixa Econômica também possuem autonomia para ações de comunicação, que são executadas de acordo com suas próprias diretrizes.