Secretário da Receita diz que campanha de fake news contra norma do Pix favoreceu crime organizado
Secretário critica desinformação sobre fiscalização do Pix, que favoreceu lavagem de dinheiro. Operação revela a conexão entre fraudes financeiras e o crime organizado no setor de combustíveis.
BRASÍLIA - O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que críticas e fake news sobre a fiscalização do Pix contribuíram para lavagem de dinheiro e fraudes.
Em janeiro, uma norma foi criada para monitorar transações acima de R$ 5 mil, levando a oposição a chamá-la de “taxação do Pix”. Devido à repercussão negativa, o governo revogou a norma, que poderia ter evitado crimes.
A declaração foi feita durante coletiva em São Paulo, relacionada à Operação Carbono Oculto, que cumpriu 200 mandados de busca em dez estados. Essa operação visa desmantelar fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis por organizações criminosas.
Barreirinhas destacou: “As operações mostram quem ganhou com essas mentiras: o crime organizado”. Ele pediu a regulamentação das fintechs para mais transparência.
Segundo o secretário, o crime organizado é financiado por importação e comércio irregulares de combustíveis, cigarros e jogos ilegais, onde as fintechs estão frequentemente envolvidas.
A Receita identificou que criminosos movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024 através de fundos de investimento utilizados para lavagem de dinheiro.