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Secretário de Estado dos EUA diz que haverá consequência se Venezuela atacar Guiana

Rubio reforça apoio à Guiana e alerta Venezuela sobre potenciais consequências de agressões. Tensões aumentam à medida que a disputa territorial se intensifica, com EUA oferecendo cooperação em segurança à Guiana.

Marco Rubio, chefe da diplomacia dos EUA, alertou a Venezuela sobre um possível ataque à Guiana relacionado à disputa territorial do Essequibo, área rica em petróleo. Ele insinuou a possibilidade de uso de força militar.

Em visita a Georgetown, Rubio declarou que um ataque à Guiana ou à ExxonMobil resultaria em "consequências" severas. A disputa se intensificou após a ExxonMobil descobrir vastos depósitos de petróleo na região.

A Guiana, com 800 mil habitantes, está prestes a se tornar o maior produtor de petróleo per capita, ultrapassando Qatar e Kuwait. Rubio firmou um memorando para fortalecer a cooperação de segurança entre os EUA e a Guiana, promovendo patrulhas marítimas conjuntas.

O presidente da Guiana, Irfaan Ali, elogiou o apoio dos EUA à sua soberania. As declarações de Rubio acentuam a tensão com a Venezuela, cujo chanceler, Yván Gil, desdenhou das ameaças americanas.

Além disso, o enviado especial dos EUA, Mauricio Claver-Carone, apoiou a Guiana, comparando a relação desejada com a que se tem com países do Golfo Pérsico para conter o Irã.

A Venezuela acusou os EUA de serem a "verdadeira ameaça", enquanto, na Guiana, qualquer autoridade nomeada pela Venezuela para o Essequibo será considerada traidora.

Em meio às tensões, a ExxonMobil prevê uma produção de 1,3 milhão de barris por dia na Guiana até o final da década, enquanto a oferta venezuelana caiu significativamente.

A disputa territorial continua, com denúncias de incursões de navios militares e propostas de encontros sem sucesso. A Venezuela adicionou à votação de 25 de maio a escolha de autoridades para o Essequibo, o que a Guiana planeja contestar.

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