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Secretário de Trump revoga visto de secretário do Ministério da Saúde por causa do Mais Médicos

Medida do governo Trump é vista como um golpe à política de saúde brasileira e pode afetar outros membros do governo Lula. O ministro da Saúde defende o programa Mais Médicos, afirmando que ele é essencial para a saúde da população.

BRASÍLIA - O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, revogou, em 13 de setembro, os vistos do secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Júlio Tabosa Sales, e de Alberto Kleiman, ex-funcionário do governo brasileiro.

A medida foi justificada por Rubio devido ao programa “Mais Médicos”, criado durante o governo de Dilma Rousseff para suprir a carência de médicos em áreas remotas.

Mozart é a primeira figura do governo Lula afetada pela revogação de vistos, e há preocupação sobre possíveis penalizações a outros membros de alto escalão devido a tensões políticas envolvendo Jair Bolsonaro.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu o Mais Médicos nas redes sociais, afirmando que “o programa salva vidas e é aprovado pela população brasileira”.

A embaixada dos EUA apoiou a decisão de Rubio, alegando que vários funcionários e ex-funcionários do governo brasileiro eram cúmplices de um esquema de trabalho forçado cubano através do programa.

Kleiman, coordenador na Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, teve um histórico no governo do PT e na OPAS, que colaborava com o Mais Médicos.

O Itamaraty e o Ministério da Saúde não se pronunciaram oficialmente sobre a questão.

Esta sanção foi considerada “injusta” por Mozart, que reafirmou a importância do programa para o sistema de saúde brasileiro.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro comentou a sanção, reafirmando o compromisso do governo Trump contra regimes autoritários, reforçando que todos que apoiarem tais regimes serão responsabilizados.

O Mais Médicos, associado à presença cubana no Brasil, busca resolver a questão do atendimento básico à saúde, tendo enfrentado um esvaziamento sob o governo Bolsonaro, mas voltou a ser ampliado com Lula, contando atualmente com 26 mil profissionais, incluindo 2.661 cubanos.

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