Sedentarismo cognitivo: o que acontece quando deixamos a inteligência artificial pensar por nós?
Estudo revela que a dependência de inteligência artificial generativa pode prejudicar o pensamento criativo e a capacidade cognitiva a longo prazo. Especialistas alertam para o risco de um "sedentarismo intelectual" enquanto defendem o uso crítico dessas ferramentas.
Inteligência Artificial Generativa (GenAI) pode aumentar a produtividade, mas gera preocupação sobre dependência cognitiva.
O fenômeno do efeito Google leva à facilidade em esquecer informações devido à acessibilidade online. A história sugere que novas tecnologias podem causar um sedentarismo intelectual.
Um estudo da Universidade de Toronto em 2024 revela que o uso de sistemas de IA reduz a criatividade humana, levando a soluções homogêneas. Os participantes sem IA apresentaram melhor desempenho em tarefas criativas.
Alguns peritos divergem: o Dr. Alejandro Guillermo Andersson acredita que a GenAI pode liberar recursos cognitivos, enquanto o sociólogo Pedro Orden alerta para riscos ao desenvolvimento cognitivo devido à dependência excessiva.
A psicóloga Brenda Gottelli adverte que o uso excessivo pode promover um sedentarismo intelectual e comprometer o aprendizado social e crítico.
Além disso, desinformação é um risco real, tanto a nível pessoal quanto social, se o uso da GenAI não for monitorado.
Os especialistas concordam que a avaliação do GenAI depende da aplicação. Embora tenha o potencial de facilitar o aprendizado e acesso à informação, é fundamental usar a ferramenta de forma ativa e crítica.
Recomenda-se:
- Incentivar a análise e discussão sem assistência tecnológica.
- Usar IA como facilitadora, não substituta do esforço intelectual.
- Monitorar e controlar as conclusões geradas pela IA.
- Cultivar momentos de desconexão em atividades analógicas.
Essas prazidas práticas podem ajudar a preservar as capacidades cognitivas e promover um desenvolvimento equilibrado.