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Sem ajuda dos EUA, ONU aponta risco de 2.000 casos de HIV por dia

A Unaids alerta para um possível aumento alarmante de novas infecções e mortes por HIV em decorrência da suspensão do financiamento dos EUA. A diretora-executiva da agência destaca o fechamento de clínicas e demissões de profissionais de saúde como consequências diretas da decisão.

Unaids alerta sobre impacto do corte de financiamento dos EUA para combate ao HIV

A Unaids, agência da ONU, informou que o fim do financiamento dos Estados Unidos poderá resultar em 2.000 novas infecções diárias por HIV globalmente, além de um aumento de 10 vezes nas mortes relacionadas ao vírus.

O presidente Donald Trump suspendeu a ajuda externa ao assumir o cargo em 20 de janeiro, afetando serviços essenciais para portadores de HIV/Aids, conforme afirmou a diretora-executiva do Unaids, Winnie Byanyima, durante uma coletiva em Genebra.

Byanyima destacou que a falta de financiamento está fechando clínicas e forçando a demissão de milhares de trabalhadores da saúde, prevendo um aumento significativo nas infecções.

Se o financiamento da Usaid não for retomado até abril, a expectativa é de mais 6,3 milhões de mortes nos próximos quatro anos. A diretora enfatizou que isso representa um aumento alarmante de 10 vezes.

O governo Trump justificou o congelamento de recursos alegando alinhamento com a política “America First”. O secretário de Estado, Marco Rubio, minimizou as preocupações sobre a ajuda externa, afirmando que isenções foram feitas para serviços de vida.

Em 2024, o Unaids recebeu US$ 50 milhões em financiamento dos EUA, representando 35% do orçamento da agência.

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