Sem avanço da anistia, PL diz que obstrução pode complicar sessões da Câmara; governistas minimizam
O PL anuncia obstrução na Câmara para pressionar votação de anistia a condenados por atos de 8 de janeiro. O líder do partido confia que o presidente Hugo Motta atenda ao pedido de urgência do projeto nesta semana.
PL ameaça obstrução na Câmara se projeto de anistia não for pautado.
O Partido Liberal (PL) promete uma “obstrução de verdade” na Câmara, caso o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) não avance com o projeto que concede anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a mobilização da semana passada foi apenas o início, mas espera que Motta atenda ao pedido na terça-feira, 1º.
Deputados governistas acreditam que a pressão do PL não impedirá iniciativas importantes do governo.
Até agora, 192 dos 513 deputados apoiam a anistia, segundo o Placar da Anistia do Estadão.
A oposição começou a obstrução parcial após o STF tornar Jair Bolsonaro réu. Apesar disso, o PL não entrou formalmente na obstrução, embora algumas críticas tenham surgido.
Sóstenes Cavalcante declarou que a obstrução complicaria o andamento da Câmara, mas pode ser desistida se Motta pautar o requerimento de urgência.
A expectativa é de que o pedido de urgência seja debatido no Colégio de Líderes na quinta-feira, 3.
A pauta da semana inclui tópicos importantes, como a liberação do FGTS em casos de nascimento ou adoção e incentivos para produtos de saúde. Essas discussões estão sendo adiadas.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) minimizou a pressão do PL, afirmando que a obstrução não interferirá na proposta de isenção do Imposto de Renda.
Um deputado governista afirmou que as ameaças do PL não são preocupantes e que a obstrução teve impacto limitado na semana anterior.
A situação se complica para Motta, que tem três opções: pautar a urgência, instalar uma comissão especial ou devolver o texto à CCJ.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), alertou que seguir com a anistia pode criar uma crise institucional com o STF.