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Sem citar Nikolas, Receita diz que campanha contra fiscalização do Pix ajudou o PCC; veja vídeo

Secretário da Receita Federal denuncia que a derrubada da norma de fiscalização do Pix favoreceu o crime organizado. Operação Carbono Oculto investiga movimentações de R$ 52 bilhões ligadas ao PCC através de fintechs e bancos digitais.

Robinson Barreirinhas, secretário especial da Receita Federal, afirmou que a campanha contra a instrução normativa de fiscalização do Pix ajudou o crime organizado, em coletiva sobre a Operação Carbono Oculto.

A operação investiga empresas do setor de combustíveis e do mercado financeiro com suspeita de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

A instrução normativa estendia o monitoramento fiscal aos membros do sistema financeiro, incluindo o Pix e fintechs.

Barreirinhas mencionou que a norma foi alvo de fake news que alegavam tratar de tributação de meios de pagamento, resultando em sua derrubada em janeiro de 2025.

Um vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) contribuiu para esse processo, recebendo mais de 9 milhões de curtidas.

O secretário ressaltou: "As operações mostram quem ganhou com essa mentira: o crime organizado."

A Receita relatou que mil estabelecimentos vinculados ao PCC movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, facilitando a lavagem de dinheiro através do sistema financeiro.

Segundo Maria Cecília Meng, da Receita, o crime organizado está se “bancarizando”, colocando recursos ilegais no mercado de capitais, dificultando rastreamento.

Principais alvos da Operação Carbono Oculto:

  • BK Bank: movimentou R$ 46 bilhões não rastreáveis de 2020 a 2024.
  • PF identificou R$ 68,9 milhões movimentados entre janeiro de 2020 e agosto de 2025.

A defesa da BK Bank não foi localizada.

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