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Sem citar Trump, Lula diz ao lado do presidente do Panamá que comércio internacional é usado para 'coerção e chantagem'

Lula critica uso do comércio internacional como instrumento de pressão e defende a soberania do Panamá durante visita oficial. O presidente brasileiro reforça a importância do multilateralismo e anuncia acordos econômicos entre Brasil e Panamá.

Lula critica uso do comércio internacional como instrumento de coerção

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o comércio internacional tem sido utilizado como "instrumento de coerção em chantagem". A afirmação foi feita durante a visita do presidente do Panamá, José Raúl Mulino, ao Palácio do Planalto.

Lula defendeu a soberania do Panamá sobre o canal e anunciou que o país caribenho comprará quatro Aviões Super Tucano da Embraer.

Ele destacou que o Brasil apoia o tratado de neutralidade do canal e sua importância em momentos críticos da história regional:

  • Multilateralismo, desenvolvimento sustentável e integração regional são essenciais.
  • Lula alertou sobre a "tentativa de restaurar antigas hegemonias" que ameaçam a liberdade e autodeterminação dos povos.
  • Afirmou a resistência panamenha ao longo da história e o papel do Brasil em apoiar a soberania panamenha.

Nos últimos meses, o presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou interesse em reaver o canal, levando o Panamá a assinar um acordo que prioriza o uso do canal pelos americanos sem taxas por três anos.

Além disso, Lula convidou Mulino para participar da COP30, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que ocorrerá em Belém em novembro. O presidente panamenho confirmou sua presença, destacando a importância do evento.

Mulino, eleito em 2024 pelo partido Realizando Metas, conversou com Lula durante sua visita ao Brasil e já havia se encontrado com o presidente brasileiro em julho, destacando oportunidades comerciais entre o Brasil e o Panamá, agora membro associado do Mercosul.

Lula planeja visitar o Panamá em janeiro de 2026.

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