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Sem condições de pagar bônus da reforma administrativa, diz Dweck

Ministra alerta sobre impactos fiscais da proposta de 14ª folha de pagamento. Dweck enfatiza a necessidade de cautela na tramitação e apoio a medidas de combate a privilégios no serviço público.

Ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, criticou a proposta de reforma administrativa que cria uma 14ª folha de pagamento de bônus para funcionários públicos. Segundo Dweck, essa medida poderia aumentar as despesas da União, que já não possui recursos suficientes.

Ela afirmou que o bônus se tornaria uma nova obrigação para Estados e municípios, o que poderia gerar mais solicitações de financiamento do governo federal. “Não tenho condições de pagar uma 14ª folha”, declarou.

A ministra explicou que é necessário controlar reajustes salariais para financiar o bônus, o que poderia complicar a situação fiscal. Ela ressaltou que algumas propostas da Câmara, apesar de aparentes, não são fáceis de implementar na prática.

Dweck ainda expressou apoio à restrição de supersalários e ao fim das férias de 60 dias para servidores, afirmando que não enfrentar esses problemas resultaria em decepção para a sociedade.

O Grupo de Trabalho (GT) da reforma administrativa é coordenado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), que discute os pontos com o presidente da Câmara, Hugo Motta. Uma Comissão Geral está agendada para 3 de setembro, mas Dweck prefere que a tramitação ocorra em uma comissão especial primeiro.

“Qualquer ação sem um texto definido pode ser problemática”, afirmou a ministra.

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