Senado aprova projeto de resposta a tarifaço de Trump
Comissão do Senado aprova projeto que permite reciprocidade tarifária e ambiental em resposta às tarifas dos EUA. O texto, apoiado pela oposição e aliados do governo, visa proteger os produtos brasileiros em um cenário de crescente guerra comercial.
Comissão do Senado aprova projeto de reciprocidade tarifária em resposta ao aumento de tarifas dos EUA.
Nesta 3ª feira (1º.abr.2025), a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o projeto que permite ao Brasil implementar reciprocidade tarifária e ambiental no comércio. O voto foi 16 a 0, sem contrariedade.
Se não houver pedidos de análise em plenário, o projeto seguirá diretamente para a Câmara. O presidente da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), pedirá agilidade ao líder da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
O projeto, idealizado pela oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebeu apoio da bancada do agro e de aliados do governo. Sua discussão ganhou importância após as tarifas de 25% aplicadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao aço e alumínio brasileiros.
A relatora, senadora Tereza Cristina (PP-MS), enfatizou que o projeto abrange todos os países e não é apenas uma reação aos EUA, mas uma proteção para produtos brasileiros.
Renan Calheiros destacou que cabe ao governo decidir sobre a adoção da reciprocidade, considerando a proposta uma resposta legítima ao “tarifaço” americano.
O texto original focava na reciprocidade ambiental, exigindo que os países que vendem ao Brasil sigam critérios ambientais. Porém, as novas tarifas dos EUA ampliaram o escopo do projeto.
O Conselho Estratégico da Camex decidirá sobre as contramedidas e as consultas diplomáticas necessárias. As contramedidas devem ser proporcionais ao impacto econômico.
Além disso, as consultas públicas serão necessárias, mas a Camex poderá adotar contramedidas provisórias em casos excepcionais.
Tereza Cristina também mencionou a resposta a desafios com a União Europeia e possíveis tarifas americanas, ressaltando que o Brasil deve ter ferramentas de defesa contra medidas desarrazoadas.