Senado retoma votação de projeto que reduz prazo de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa
Senado analisa proposta que altera prazos de inelegibilidade na Lei da Ficha Limpa. Projeto já aprovado na Câmara pode beneficiar políticos condenados, gerando controvérsias entre especialistas e organizações civis.
Senado retoma votação do projeto que altera o prazo de inelegibilidade para políticos condenados pela Lei da Ficha Limpa, nesta terça-feira.
A proposta, adiada desde o ano passado, define que o período de inelegibilidade de oito anos será contado a partir da condenação, e não mais após o cumprimento da pena, reduzindo o afastamento das urnas.
O texto foi aprovado pela Câmara em 2023 e, se mantido, seguirá para sanção ou veto presidencial. O relator Weverton Rocha (PDT-MA) não fez mudanças significativas no mérito.
Weverton explica que a atual legislação pode resultar em períodos diferentes de inelegibilidade dependendo do tipo de condenação, o que causa insegurança jurídica.
Críticas surgem da sociedade civil, que aponta a falta de debate público em torno do PLP 191/23, enfatizando o enfraquecimento da Lei da Ficha Limpa original.
Principais impactos:
- Benefícios potenciais para Eduardo Cunha, Anthony Garotinho e José Roberto Arruda.
- Políticos condenados por crimes comuns se tornam inelegíveis durante a pena e por mais oito anos.
- Limitação de até 12 anos para o máximo de sanções, mesmo em casos com múltiplas condenações.
- Aumento do período de desincompatibilização de quatro para seis meses antes das eleições para certos cargos.