Servidores paulistanos marcam nova paralisação para 25 de abril
Servidores municipais de São Paulo se mobilizam por melhores condições salariais e anunciam nova paralisação. Prefeitura contra-ataca com ameaças de desconto salarial, gerando polêmica e pedidos de investigação por assédio moral.
Servidores municipais de São Paulo realizaram uma paralisação nesta 4ª feira (2.abr.2025) em busca de um reajuste salarial de 12,9%.
Sem acordo com a prefeitura, está prevista uma nova paralisação para 25 de abril, coincidente com a greve de professores estaduais.
A Aprofem (Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo) reivindica:
- Reajuste salarial
- Fim da contribuição de 14% de aposentados e pensionistas
- Incorporação de abonos nas carreiras de educação
Cerca de 3.500 manifestantes se reuniram em frente à prefeitura, representando diversas áreas, como educação, saúde e segurança urbana.
A administração municipal informou que a paralisação teve baixa adesão nas escolas. O prefeito Ricardo Nunes ameaçou descontar os salários de quem participou: “Não existe razoabilidade numa atitude como essa”, disse ele.
Após essa declaração, parlamentares do PSOL solicitaram investigação ao Ministério Público do Trabalho sobre possível assédio moral, argumentando que a ameaça de descontos configura abuso de poder e contraria a legislação de direito à manifestação.