Setor de máquinas e equipamentos estima fechar 16 mil postos de trabalho com tarifaço
Indústria de máquinas e equipamentos brasileira enfrenta crise após tarifação de 50% dos EUA, prevendo a perda de 16 mil empregos. São Paulo lidera as demissões, acompanhada por outros estados que também sofrerão impacto significativo.
Indústria de Máquinas e Equipamentos do Brasil estima perda de 16 mil empregos devido à taxação de 50% sobre produtos brasileiros pelos EUA.
O estado mais afetado é São Paulo, com previsão de 11 mil cortes de vagas. Outros estados, como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro, também enfrentarão perdas, embora menores.
Maria Cristina Zanella, da Abimaq, destaca que a maioria das exportações é feita entre empresas do mesmo grupo, e a recuperação de mercados externos será lenta. Equipamentos feitos sob encomenda dificultam substituições imediatas.
Estima-se que máquinas e equipamentos representem 20% da taxação extra, com impacto no emprego ocorrendo após um período de adaptação.
Empresas maiores tendem a reter mão de obra qualificada durante crises. No entanto, empresas menores, como a Engemasa, já cortaram 10% de suas vagas devido à incerteza e quedas nas encomendas.
Pacotes de socorro do governo não chegaram a tempo. O plano federal, Brasil Soberano, ainda levará tempo para implementação.
Outros estados, como Sergipe (74% de suas exportações para os EUA) e Pernambuco (72,4%), são significativamente dependentes do mercado americano.
Entre os dez municípios mais afetados, quatro estão em São Paulo, incluindo Piracicaba e Guarulhos. No Norte e Nordeste, a indústria automotiva e de transporte também sofre com o tarifaço.