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Setor de pagamentos diz que Pix cria ‘desequilíbrio tremendo’ e defende gestão separada do BC

Especialistas sugerem uma separação entre regulação e operação do Pix para promover maior competitividade no mercado de pagamentos. Modelos internacionais, como o da Austrália, são citados como referência para possíveis mudanças na governança do sistema.

Governança do Pix pode mudar: especialistas debatem a separação da regulação e operação do sistema de pagamentos instantâneos.

Durante o Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP), realizado pela Abecs em São Paulo, foi discutido que a estrutura atual, onde o Banco Central opera e regula o Pix, gera críticas.

Agentes do setor mencionaram modelos internacionais, como o da Austrália, onde um ente privado opera o sistema com o BC inicialmente como acionista; após a consolidação, o BC se retirou.

A vice-presidente da Cielo, Louangela Bianchini, sugeriu que o Brasil poderia ter uma entidade separada para gerenciar o Pix ou um departamento específico sob o BC com segregações adequadas.

O professor Caio Mário da Silva Pereira Neto, da FGV, lembrou que a separação entre operação e regulação já ocorreu no setor de telecomunicações na década de 90.

Presidente da Mastercard, Marcelo Tangioni, elogiou as inovações promovidas pelo BC, mas apontou que a atual governança do Pix cria asimetrias regulatórias e desequilíbrios econômicos entre diferentes métodos de pagamento.

A Mastercard, como empresa de capital aberto, precisa gerar lucros, enquanto o Pix, operado pelo governo, não tem essa obrigatoriedade. Isso resulta em custos suportados pelas bandeiras de cartões.

Em resumo, a estrutura atual do Pix, semelhante à das bandeiras de cartões, levanta questões sobre sua eficiência e competitividade no mercado de pagamentos.

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