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Setor elétrico nacional é o reflexo do Brasil

Setor elétrico brasileiro reflete desigualdade social e econômica, com grande parte da população excluída das oportunidades de mercado. A urgência de uma reforma inédita é necessária para equalizar direitos e garantir justiça no acesso à energia.

Desigualdade no Setor Elétrico Brasileiro

O Rio de Janeiro possui recursos naturais e potencial incrível, mas enfrenta desigualdade. Já no Brasil, a situação é semelhante, marcado por oportunidades e contrastes.

Com 25 anos no setor elétrico, é evidente que ele reflete a desigualdade nacional. Apesar da abundância de recursos energéticos—como água, vento, sol, biomassa, óleo e gás—, ainda existem desigualdades estruturais no mercado.

Enquanto cerca de 200 mil consumidores de alta tensão têm acesso a um mercado livre e concorrencial, outros 6,4 milhões em baixa tensão permanecem em um modelo superado, prejudicando os que geram mais empregos.

A energia solar, embora revolucionária, beneficia principalmente as classes A e B, posicionando as classes C, D e E à margem. Assim, a desigualdade se acentua, favorecendo os grandes consumidores e áreas de classe alta.

Em 2024, o presidente Lula convocou técnicos para discutir reformas no setor. O ministro Alexandre Silveira reconheceu a necessidade de mudanças e anunciou uma reforma estrutural para promover a justiça social no setor elétrico.

Um grupo de associações já elaborou um projeto de lei para a abertura completa do mercado, enquanto o Congresso discute o Projeto de Lei 414, buscando urgência nas reformas.

A demanda por mudanças é um alinhamento inédito entre a sociedade, setores e governo, enfrentando a resistência de interesses estabelecidos que preferem a inércia.

É preciso avançar para corrigir desigualdades e refletir sobre o legado que será deixado. O debate e as solicitações estão em andamento, mas o essencial é não ficar parado.

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