Setor público consolidado tem déficit primário de R$ 66,566 bilhões em julho, informa BC
Déficit primário do setor público consolidado em julho quase triplica em relação ao ano anterior. Dívida bruta dos governos atinge R$ 9,555 trilhões, representando 77,6% do PIB.
Setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 66,566 bilhões em julho, segundo o Banco Central. Em julho do ano passado, o déficit foi de R$ 21,348 bilhões.
O resultado inclui o governo central (Previdência, Tesouro e BC), Estados, municípios e estatais, excluindo empresas do grupo Petrobras e bancos públicos como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
O déficit do governo central foi de R$ 56,361 bilhões, com Estados e municípios contribuindo com R$ 8,148 bilhões e estatais com R$ 512 milhões.
Nos últimos 12 meses, o déficit acumulado ficou em R$ 27,293 bilhões, ou 0,22% do Produto Interno Bruto (PIB), comparado a um superávit de 0,15% do PIB no período anterior.
O dívida nominal atingiu R$ 175,576 bilhões em julho, maior que o déficit de R$ 101,472 bilhões no mesmo mês do ano anterior.
O déficit nominal em 12 meses até julho chegou a R$ 968,491 bilhões, representando 7,86% do PIB, um aumento em relação aos 7,3% do mês anterior. A conta de juros somou R$ 941,198 bilhões, ou 7,64% do PIB.
A dívida bruta dos governos totalizou R$ 9,555 trilhões, ou 77,6% do PIB, subindo de 76,6% do PIB em junho.
A dívida líquida ficou em 63,7% do PIB, equivalente a R$ 7,851 trilhões, comparado a 62,9% do PIB no mês anterior.
O Banco Central atualizou as elasticidades das dívidas em relação a seus indexadores:
- Uma valorização de 1% do câmbio aumenta a dívida líquida em 0,07 ponto percentual do PIB.
- Aumento de 1 p.p. na Selic, mantido por 12 meses, eleva a dívida em 0,49 ponto.
- Um ponto na inflação aumenta a dívida em 0,16 ponto.
Para a dívida bruta, uma valorização de 1% do câmbio reduz em 0,09 ponto, enquanto um aumento de 1 na Selic aumenta em 0,44 ponto e na inflação em 0,16 ponto.