Setor público tem déficit de R$ 66,6 bilhões e dívida sobe para 77,6% do PIB em julho, segundo BC
Déficit primário do setor público em julho de 2023 supera expectativa, refletindo forte descompasso entre receitas e despesas governamentais. Dívida bruta e líquida também apresentam aumento, indicando pressão sobre as finanças públicas.
Déficit Primário: O setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 66,6 bilhões em julho de 2023, segundo o Banco Central. Este valor é três vezes maior do que o déficit de R$ 21,3 bilhões registrado em julho do ano passado.
Os dados consideram os resultados de União, estados, municípios e empresas estatais (exceto setor financeiro e Petrobras). O déficit ocorre quando as despesas do governo superam suas receitas.
Detalhes do resultado:
- Governo Federal: Déficit de R$ 56,4 bilhões
- Estatais: Déficit de R$ 8,1 bilhões
- Estados e Municípios: Déficit de R$ 2,1 bilhões
Em doze meses, foi acumulado superávit primário de R$ 27,3 bilhões (0,15% do PIB). Considerando o critério nominal, houve déficit de R$ 109 bilhões em julho e um déficit nominal de R$ 941,2 bilhões (7,63% do PIB) no acumulado em doze meses.
Dívida Bruta: Em julho, a dívida bruta do Brasil atingiu R$ 9,6 trilhões, equivalente a 77,6% do PIB, com um aumento de 0,9 ponto percentual em relação ao mês anterior. Este indicador é crucial para investidores.
A variação mensal foi impulsionada por:
- Juros Nominais: Alta de 0,8 ponto percentual
- Emissões Líquidas: Alta de 0,4 ponto percentual
- Redução do PIB Nominal: Queda de 0,4 ponto percentual
Dívida Líquida: A dívida líquida subiu para 63,7% do PIB em julho, totalizando R$ 7,9 trilhões, com um crescimento de 0,8 ponto percentual em comparação com o mês anterior.