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Setores de aço, calçados, têxteis, plásticos e máquinas estudam se unir contra invasão chinesa

Setores industriais se unem para combater aumento de importações chinesas. Líderes afirmam que ações conjuntas são essenciais para enfrentar práticas desleais e proteger a produção nacional.

Representantes de setores industriais indicam a possibilidade de uma ofensiva conjunta contra a invasão de produtos chineses. A Coalizão Indústria, que envolve 14 setores, busca uma pauta comum: conter o aumento das importações chinesas, incluindo aço, calçados, têxteis, entre outros.

Gustavo Werneck, CEO da Gerdau, destaca a necessidade de união de esforços: "Trabalhando em conjunto, a gente pode chegar a uma solução."

A ofensiva busca solucionar o conflito entre pleitos dos setores apresentados ao Ministério do Desenvolvimento. Werneck observa que a comunicação entre setores precisa ser mais eficaz.

José Velloso, presidente da Abimaq, se mostra ciente da pressão das importações: "O chinês usa práticas desleais de mercado." Ele ressalta que muitas empresas são pequenas, o que dificulta a importação direta.

Marco Polo de Mello Lopes, do Aço Brasil, acredita em uma convergência de ideias entre setores. No entanto, ele observa que não há uma solução única para todos.

Medidas antidumping e de salvaguardas foram discutidas, mas processos longos e lentos são um impedimento. Haroldo Ferreira, da Abicalçados, sugere fortalecer a coalizão para discutir o tema com o governo.

No setor calçadista, as importações já superam em 10 milhões o registrado no ano passado. André Johannpeter, da Gerdau, afirma que a competição com a China é desleal e precisa de atenção estadual.

A importação de aço deve atingir 6,3 milhões de toneladas até 2025, conforme a Aço Brasil. Silvia Nascimento, da Aço Verde do Brasil, critica as medidas do governo para conter as importações, afirmando que são inviáveis.

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